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Peroá e badejo na lista de risco: nova portaria preocupa pesca no ES

Peroá e badejo na lista de risco: nova portaria preocupa pesca no ES

A inclusão de peixes como peroá branco, badejo, dentão e pargo na lista nacional de espécies ameaçadas, por meio da Portaria GM/MMA nº 1.667/2026, gerou preocupação entre pescadores do Espírito Santo. O setor teme impactos na pesca artesanal, na renda das famílias e na cultura local. Representantes defendem regras equilibradas, enquanto o governo afirma que não há proibição total, mas sim a criação de planos de manejo para garantir o uso sustentável.

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Nova portaria sobre peroá e badejo gera preocupação entre pescadores no Espírito Santo

A nova atualização das regras federais para proteção de espécies aquáticas ameaçadas de extinção está gerando preocupação entre pescadores do Espírito Santo. A Portaria GM/MMA nº 1.667/2026, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, inclui peixes importantes para a pesca e a culinária capixaba, como peroá branco, badejo, dentão e pargo, na lista de espécies ameaçadas.

A medida levanta um alerta para o setor pesqueiro, principalmente entre os profissionais da pesca artesanal, que dependem dessas espécies para garantir renda e manter tradições culturais ligadas ao mar, incluindo pratos típicos como a moqueca capixaba.

Segundo o presidente da ANPAPA (Associação Nacional de Pescadores Artesanais Profissionais e Aquicultores), Ulisses Vieira Raposo, a decisão carece de estudos mais aprofundados e de um plano de manejo eficiente. Ele destaca que muitas dessas espécies são migratórias, o que pode influenciar na sua presença em determinadas regiões e períodos do ano.

Para o setor, o impacto pode ser significativo, atingindo diretamente o sustento de famílias e a economia local em cidades litorâneas do Espírito Santo. A preocupação também envolve restaurantes e estabelecimentos que utilizam esses peixes como base da culinária regional.

A Prefeitura de Piúma informou que buscará esclarecimentos técnicos sobre a portaria para orientar a comunidade pesqueira e reduzir possíveis impactos da nova regulamentação.

Apesar das preocupações, o governo federal afirma que a portaria não representa uma proibição total da pesca. A inclusão das espécies na lista exige a criação de planos de recuperação, que devem definir regras como tamanho mínimo de captura e períodos específicos de pesca, garantindo a reprodução e o uso sustentável.

O Ministério do Meio Ambiente destaca que a legislação prevê exceções para espécies que já possuem planos de recuperação ativos, permitindo o manejo controlado. Atualmente, 11 planos já foram desenvolvidos.

O tema abre espaço para debate entre a preservação ambiental e a continuidade da atividade pesqueira no Espírito Santo, buscando equilíbrio entre sustentabilidade e economia local.

Aguardem por mais informações.

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